Sinto a tua falta. Pois, é isso, sinto mesmo. A nossa amizade era perfeita, era linda e pura. Mas eu tinha medo, medo de sentir algo mais que isso, medo de sofrer pelo sentimento.Eras a base da minha vida. Eras aquilo que me completava e que enchia o brilho dos meus olhos. As tuas palavras eram as certas, a tua voz era a que me acalmava.
Agora não tenho nada.
Não tenho o teu olhar, aquele que eu adoro.
Não tenho a tua voz, aquela que me acalmava.
Não tenho o teu sorriso, aquele que me intimidava.
Não tenho as tuas palavras, aquelas que impediam que a mais pura lágrima que existisse pudesse cair do meu débil rosto.
Suspiro por não puder abraçar-te, por não puder dizer que estás do meu lado.
Não sabia aquilo que tinha, confesso, não sabia que tinha um dos maiores diamantes escondidos em pedras vulgares com que brincava. Joguei-as no mar, joguei-as sem saber que poderia ser feliz com elas. Confesso que se soubesse o que tinha, se soubesse o que estava escondido nas pequenas e inocentes pedrinhas, guardaria-as para mim, não num cofre, não num colar ao peito, mas sim no coração. Iria olhar para eles todos os dias, iria observa-los e dizer que eles estavam lá, que eles estavam comigo, para mim e só para mim.
Mas não... Agora não tenho nada. Talvez seja por isso que agora, por não te ter, sinto a tua falta. Talvez seja por te ver com outras pessoas que conheço aquilo que sinto verdadeiramente. Aquilo que eu queria esconder, esconder por causa de um medo que era absurdo e que se apoderou de mim.
Sim, sou fraca.
Sou fraca e sofro com isto sempre que te vejo.
Não sei quem sou, não sei o que sinto, nem sei o que faço neste mundo.
Tudo o que sei é que preciso de ti,
preciso incondicionalmente da tua presença.
E sei que assim não sou feliz,
e não consigo viver.
SaraFitas
(aula de português)
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